quinta-feira, 31 de março de 2011

Interior dominará capital

É comum encontrarmos moradores do interior pelas ruas de Porto Alegre. Mais comum ainda, são os estudantes de fora serem maioria nas universidades e cursos pré – vestibulares.

Em busca de um ensino melhor e um mercado de trabalho maior, muitos adolescentes vêm morar na capital, sem contar os benefícios que a cidade oferece em relação a uma cidade do interior. Festas, parques, restaurantes... A geração moderna busca alternativas para sair da monotonia, coisa que é mais difícil em cidades pequenas.

No tempo de nossos avós, eram raríssimas as pessoas que saiam de sua cidade natal afim de uma vida melhor em capitais do Brasil, até porque, tudo era mais rígido e os pais não aceitavam seus filhos longe de casa. Hoje, muitos até apóiam, querem que seus filhos conquistem um futuro melhor e busquem sua felicidade independentemente do lugar. Claro, ainda existem aqueles que são contra, que querem seu filhote perto do ninho.

Dividir apartamento, comer em RU’s, arrumar a casa... Isso tudo é rotina para os “estrangeiros” em Porto Alegre. Mas, com certeza tem o lado positivo: morar longe dos pais e ser independente. É um aprendizado para eles, uma experiência de vida sem igual.

Louise Carpenedo, estudante de publicidade e propaganda da Famecos, é natural de Santa Rosa. A adolescente já passou por diversos lugares durante seus 19 anos, e diz que Porto Alegre só perde para o exterior: – “Já morei em Santa Catarina, fiz intercambio nos EUA, mas adoro Porto Alegre”. Louise passou um ano no exterior, veio para a capital em 2009 para fazer cursinho pré-vestibular, depois de meio ano se mudou para Florianópolis. A estudante não gostou da capital catarinense e resolveu voltar ao estado gaúcho, - “Aqui tem mais oportunidades, mais opções de lazer e as pessoas são mais receptivas, sem contar que tem o lado bom de morar sozinha”.

Assim como a estudante de publicidade, há muitos por aí, daqui uns anos os novatos vão dominar a grande Porto Alegre.

Quatro experiências: jornalismo de risco

No dia 30 de manhã, nós, alunos da Famecos, tivemos a oportunidade de ouvir relatos de experiência em jornalismo de risco, em um bate-papo que teve a presença de Rodrigo Lopes, Luiz Antônio Araujo, Humberto Trezzi e Daniel Scola. Eles foram enviados especiais da RBS para locais em conflito, como a Líbia, Afeganistão e o Egito, e locais que foram palco de tragédias, como o Chile e o Japão. Como pudemos ver, eles não foram parar lá por acaso – mas sim porque têm bons históricos como jornalistas, criaram boas reputações e, sobretudo, mostraram qualificação suficiente.


Cada repórter falou, por aproximadamente 20 minutos cada, dos obstáculos que tiveram no caminho: dificuldade de comunicação, não só via internet ou telefone com o Brasil – maneira com que mandavam suas informações diárias, quando possível – mas também com os moradores dos cenários de conflito e devastação, devido a barreiras lingüísticas; as situações de risco; acidentes e até a falta de comida.

Daniel Scola disse ser importante desmitificar a imagem que se tem do correspondente internacional. “As pessoas acham que a vida do enviado especial é só glamour, mas não é nada disso. Não tem caviar nem champagne”, brinca. Ele, que cobriu o terremoto no Chile em 2010 e o tsunami no Japão neste ano, relatou que teve que contar com a solidariedade de uma família chilena pra ter onde ficar e que a comida era escassa. “A essa hora o jornalista já nem sente fome. Só pensa nas histórias que tem pra contar, na notícia”. Ele também destacou a importância do jornalista multimídia, afirmando que "o jornalista não tem de se preocupar em uma área específica. Jornalista de hoje tem que estar pronto pra tudo. É multimídia".

O editor de cultura da Zero hora, Luiz Antônio Araujo, enviado ao Afeganistão, Líbia e Egito, contou como foi a hora em que viu, pela televisão, o ataque terrorista de 11 de setembro. “Eu vi as torres caindo e decidi que eu precisava estar lá, para cobrir aqueles acontecimentos. E fui. Cheguei bem a tempo de ver a resposta norte-americana”, lembra. Ele também exalta as funções de um bom jornalista, dizendo que “a oportunidade de presenciar um acontecimento histórico e poder relatá-lo de maneira equilibrada e sem ideologias declaradas é a melhor parte de nossa profissão". "Quando nos dissociarmos das grandes reportagens, não seremos mais jornalistas", ainda salienta. Ele foi agredido, teve o equipamento roubado e protagonizou uma “cena até meio teatral” no Egito, conta. Porém, como ele mesmo nos disse: "a alma do jornalismo é contar histórias".


Rodrigo Lopes cobriu os recentes acontecimentos na Líbia e nos mostrou fotos e vídeos dos bastidores de suas reportagens por lá. Ele teve que lidar com muitas dificuldades, dentre elas, a falta de comunicação. “Em 12 dias, eu troquei de hotel umas 5 vezes, porque precisava da conexão com a internet para mandar as informações ao Brasil”, conta. Por estar com problemas de saúde, ele teve que desistir da cobertura. “Foi a decisão mais difícil da minha vida. Mas seria, julgo eu, irresponsabilidade continuar”.

Para substituí-lo, Humberto Trezzi foi enviado à Líbia. Inicialmente, conseguiu comunicação com o Brasil com um celular brasileiro, “acho que Kadafi não tinha cortado as ligações internacionais ainda”, diz ele. Porém, depois de alguns dias, as ligações foram cortadas, assim como a internet. "Para quem precisa transmitir matérias diárias, ficar sem internet é um terror", afirma ele. Foi, então, de hotel a hotel em busca de conexão com o Brasil, “encontrei um hotel e, ao falar com o gerente, descobri que neste tinha conexão via satélite. Eu não precisava nem de cama, só da internet”, brinca. Enviava, assim, suas informações por Skype, maneira pela qual também conversava com a família. Trezzi esteve no front dos conflitos líbios, “para quem não sabe, front é a linha de frente. É onde tudo acontece”, explica. Esteve muito próximo do perigo – próximo demais. Um bombardeio das tropas a favor de Kadafi contra os rebeldes o fez, com outros jornalistas em uma van, sofrer um acidente. Com o olho ferido, escreveu as notícias e as ditou para uma digitadora do jornal Zero Hora. Depois, teve que voltar.

Foi fascinante para nós ouvir o que aqueles quatro excelentes jornalistas tinham a dizer, suas histórias e relatos de viagens, bem como conselhos para nosso futuro profissional. É muito importante conversarmos com quem tem experiência, ainda mais neste assunto que tanto nos interessa. Já sabemos por eles: temos que estar sempre prontos. Ainda bem que temos a Famecos para nos preparar – para qualquer coisa que aparecer em nosso caminho.


Quer saber mais? Entra lá: http://eusoufamecos.puc.br/

terça-feira, 29 de março de 2011

Internet

Durante nossa aula de “LabJor” do dia 24 de março, conversamos a respeito do tema Internet. O ponto de partida para as nossas discussões foram os textos de diferentes profissionais, reunidos no E-book “Para entender a Internet”, organizado por Juliano Spyer.
Aproveitando o termo “E-book”, entremos na questão. Em nossas aulas de Laboratório de Jornalismo estudamos a história da internet, dos primórdios a mais moderna tecnologia na rede.  Assuntos como a escassez do jornal impresso foram bastante discutidos. 
 Muitos se perguntam se o mundo digital substituirá os meios de comunicação atuais, como jornais e revistas. A internet se tornou fundamental na vida da “geração y”, que se desenvolveu em uma época de grandes avanços tecnológicos. Não podemos ignorar a possibilidade de que o mundo virtual será o meio de comunicação com maior número de adeptos, sendo capaz de substituir jornais e revistas impressas em um futuro próximo.
Nós, pertencentes da geração y e, ainda, futuros comunicadores, precisamos acompanhar a modernidade. É correto falar que a Internet apresenta uma convergência de mídias. No computador já é possível assistir televisão, ouvir rádio, ler jornal e livros... Enfim, as mídias tradicionais com a interatividade do mundo digital.
Outro item interessante sobre o qual trocamos ideias é o “wuffie” – o capital social. Para explicar, poderíamos entendê-lo como um tipo de “reputação”. Tomando o twitter como exemplo, se poderia pensar que o capital social é medido pelo número de seguidores que se tem. Na realidade, o vínculo estabelecido com essas pessoas significa mais para o capital social do que a quantidade delas em seu perfil.
Este fenômeno – o wuffie – ocorre também com as bandas. Como se sabe, com o advento da Internet, todos podem “baixar” músicas gratuitamente. Num primeiro momento, acreditou-se que isso seria prejudicial ao artista. Apesar de ainda abrangente, tal visão já foi reformulada por muitos músicos. Alguns deles inclusive produzem seus álbuns e os jogam na rede para que os fãs tenham acesso às faixas gratuitamente.
É neste ponto que entra o wuffie. Pessoalmente, cremos que estamos caminhando em direção a um lugar onde a cooperação (olha aí o co-working!) e o compartilhamento do que se produz vale muito mais do que o lucro que se pode ganhar. Dinheiro é sim relevante, e o capital social pode gerar-nos faturamento, mas este adquire mais importância que o capital financeiro, pelo qual, há alguns anos, a maioria dos seres humanos ativos profissionalmente era obcecado.
Outra questão que gerou polêmica foi acerca das Redes Sociais. Nós, iniciantes na atividade jornalística, nos perguntamos se elas não podem prejudicar a profissão, pelo fato de que qualquer pessoa poder repassar informações, em qualquer lugar e em qualquer momento, afirmando ainda mais a não obrigatoriedade do diploma.
O trio, criador do blog, acredita que as redes sociais só têm a nos acarretar mercado, e mais conhecimento a cada minuto. O twitter, por exemplo, auto-afirma que os jornalistas precisam, cada vez mais, de precisão, qualidade e responsabilidade com suas notícias, assim se diferenciando dos internautas “repassadores” de informações.
Internet: Um pouco de história

Rádio, jornal impresso, televisão. O que vem conquistando espaço entre todos os públicos, de maneira espantosamente rápida, é a internet. Nela, milhões de pessoas no mundo todo são capazes de se encontrar em um só lugar. Então não é de espantar que seja usada a expressão “conectar-se”.

Criada em 1969, aproximadamente, mas com técnicas em constante evolução, a Internet era usada a partir de aparelhos, denominados Mainframes. A famosa marca Apple só surgiu em 1971, seguida dez anos depois pelo IBM PC, e, em 84, pela Mac. Internet – ao contrário do que se pensa –, é diferente de Web. Internet é o todo. A Web, criada em 1993 por Tim Berners Lee, é só parte dos serviços ou, como a tradução literal, é uma rede, ou seja: um sistema de navegações. A partir disso, e somando boas perspectivas quanto às novidades, serviços começaram a surgir. Em 1994, entraram em cena grandes empresas de aplicativos, como Amazon, Yahoo e Netscape.

Agora, entrando em nosso ramo de interesse, os jornais passaram a ser disponíveis na rede a partir de 1995, junto com a estrutura do modem discado. O rádio vem no ano seguinte, 96, mesmo ano em que começaram a criar celulares com aplicativos para conexão em internet. Dois anos depois, surge o cabo de conexão e o Cyberfam, o primeiro estágio de jornalismo online do Brasil – aqui na Famecos. Já dando exemplos de como na Internet tudo acontece muito rápido, em 99 surge o WiFi e a tevê vai parar na rede, gerando, em 2000, o que é chamado de “Convergência”: todos os meios de comunicação estão na Internet. Quanto à estrutura, ainda em 2000, surge a ADSL.

Em 2004, vem a Web 2.0: os sites passam a ser interativos, contando com a colaboração de quem quiser participar. Em 2007, a televisão se habilita a conectar na Internet, seguida, um ano depois, pela tecnologia 3G: conexão portátil, rápida e de alta qualidade em qualquer lugar. Agora, em 2011, a estrutura já tem novidades: surge o 4G e a fibra.

Hoje, com o fenômeno das redes sociais, a Internet se consolida em seu posto de destaque contínuo. Jornalismo, medicina, direito, artes. Tudo é relacionado à internet. As pessoas vêm se tornando dependentes de sua tecnologia, e não é para menos: o ser humano, faminto de informações, agora é capaz de ter acesso a tudo num piscar de olhos. Não há mais distâncias nem barreiras. Pode ser nisso então, que a internet se baseia: liberdade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Apresentação

   Olá!
Somos alunas do 1º semestre de Jornalismo da Famecos, PUCRS. ''Estrangeiras'' na capital, que, por acaso, formaram o trio autor deste blog.


Rafaela Johann, tem 18 anos, veio de Lajeado. Ariana, amante do jornalismo, escolheu o curso por adorar o meio da comunicação e admirar muito o trabalho dos profissionais da àrea. Mora em Porto Alegre a um ano, longe dos pais, cursou o pré-vestibular Universitário. Em 2011, entrou na faculdade de comunicação da PUCRS, Famecos, e a cada dia que passa está mais certa de que escolheu a profissão e o curso que lhe darão mais satisfação e prazer. Entre seus hobbies, está assistir a um bom filme, ler a um bom livro e escutar a uma boa música, também, está sempre pronta para festas em boas companhias. Acredita que sua extrema curiosidade e a paixão pela escrita lhe farão uma ótima profissional no mercado.


Louise Bragado, 17 anos, é uma libriana de Caxias do Sul que busca seu lugar nesse mundo de tantos. Entre as suas atividades preferidas, está a de conversar em cafés. Capuccinos, expressos e frozens são, frequentemente, espectadores fiéis de seus diálogos com aqueles que também amam as palavras. Tanto a falada quanto a escrita. Por esse mesmo motivo, e por achar que o Jornalismo é a ferramenta com a qual influenciará a sociedade, optou pelo curso. Tem grandes projetos na mente e pretende ter força e tempo de alcançar todos eles.


Luiza Coelho, 17 anos, veio de São Lourenço do Sul. É aquariana, apaixonada por música, futebol, cinema e - desde o início do ensino médio -, por jornalismo. Saiu de casa com 14 anos para morar em Pelotas com as irmãs e cursar o colegial. A vontade de fazer a diferença, percorrer o mundo e conhecer o novo a trouxeram a Porto Alegre. O amor pela companhia do papel, da caneta e das palavras - além da de pessoas - a levaram ao Jornalismo. Até agora, acredita estar no lugar certo.