Durante nossa aula de “LabJor” do dia 24 de março, conversamos a respeito do tema Internet. O ponto de partida para as nossas discussões foram os textos de diferentes profissionais, reunidos no E-book “Para entender a Internet”, organizado por Juliano Spyer.
Aproveitando o termo “E-book”, entremos na questão. Em nossas aulas de Laboratório de Jornalismo estudamos a história da internet, dos primórdios a mais moderna tecnologia na rede. Assuntos como a escassez do jornal impresso foram bastante discutidos.
Muitos se perguntam se o mundo digital substituirá os meios de comunicação atuais, como jornais e revistas. A internet se tornou fundamental na vida da “geração y”, que se desenvolveu em uma época de grandes avanços tecnológicos. Não podemos ignorar a possibilidade de que o mundo virtual será o meio de comunicação com maior número de adeptos, sendo capaz de substituir jornais e revistas impressas em um futuro próximo.
Nós, pertencentes da geração y e, ainda, futuros comunicadores, precisamos acompanhar a modernidade. É correto falar que a Internet apresenta uma convergência de mídias. No computador já é possível assistir televisão, ouvir rádio, ler jornal e livros... Enfim, as mídias tradicionais com a interatividade do mundo digital.
Outro item interessante sobre o qual trocamos ideias é o “wuffie” – o capital social. Para explicar, poderíamos entendê-lo como um tipo de “reputação”. Tomando o twitter como exemplo, se poderia pensar que o capital social é medido pelo número de seguidores que se tem. Na realidade, o vínculo estabelecido com essas pessoas significa mais para o capital social do que a quantidade delas em seu perfil.
Este fenômeno – o wuffie – ocorre também com as bandas. Como se sabe, com o advento da Internet, todos podem “baixar” músicas gratuitamente. Num primeiro momento, acreditou-se que isso seria prejudicial ao artista. Apesar de ainda abrangente, tal visão já foi reformulada por muitos músicos. Alguns deles inclusive produzem seus álbuns e os jogam na rede para que os fãs tenham acesso às faixas gratuitamente.
É neste ponto que entra o wuffie. Pessoalmente, cremos que estamos caminhando em direção a um lugar onde a cooperação (olha aí o co-working!) e o compartilhamento do que se produz vale muito mais do que o lucro que se pode ganhar. Dinheiro é sim relevante, e o capital social pode gerar-nos faturamento, mas este adquire mais importância que o capital financeiro, pelo qual, há alguns anos, a maioria dos seres humanos ativos profissionalmente era obcecado.
Outra questão que gerou polêmica foi acerca das Redes Sociais. Nós, iniciantes na atividade jornalística, nos perguntamos se elas não podem prejudicar a profissão, pelo fato de que qualquer pessoa poder repassar informações, em qualquer lugar e em qualquer momento, afirmando ainda mais a não obrigatoriedade do diploma.
O trio, criador do blog, acredita que as redes sociais só têm a nos acarretar mercado, e mais conhecimento a cada minuto. O twitter, por exemplo, auto-afirma que os jornalistas precisam, cada vez mais, de precisão, qualidade e responsabilidade com suas notícias, assim se diferenciando dos internautas “repassadores” de informações.
Internet: Um pouco de históriaRádio, jornal impresso, televisão. O que vem conquistando espaço entre todos os públicos, de maneira espantosamente rápida, é a internet. Nela, milhões de pessoas no mundo todo são capazes de se encontrar em um só lugar. Então não é de espantar que seja usada a expressão “conectar-se”.
Criada em 1969, aproximadamente, mas com técnicas em constante evolução, a Internet era usada a partir de aparelhos, denominados Mainframes. A famosa marca Apple só surgiu em 1971, seguida dez anos depois pelo IBM PC, e, em 84, pela Mac. Internet – ao contrário do que se pensa –, é diferente de Web. Internet é o todo. A Web, criada em 1993 por Tim Berners Lee, é só parte dos serviços ou, como a tradução literal, é uma rede, ou seja: um sistema de navegações. A partir disso, e somando boas perspectivas quanto às novidades, serviços começaram a surgir. Em 1994, entraram em cena grandes empresas de aplicativos, como Amazon, Yahoo e Netscape.
Agora, entrando em nosso ramo de interesse, os jornais passaram a ser disponíveis na rede a partir de 1995, junto com a estrutura do modem discado. O rádio vem no ano seguinte, 96, mesmo ano em que começaram a criar celulares com aplicativos para conexão em internet. Dois anos depois, surge o cabo de conexão e o Cyberfam, o primeiro estágio de jornalismo online do Brasil – aqui na Famecos. Já dando exemplos de como na Internet tudo acontece muito rápido, em 99 surge o WiFi e a tevê vai parar na rede, gerando, em 2000, o que é chamado de “Convergência”: todos os meios de comunicação estão na Internet. Quanto à estrutura, ainda em 2000, surge a ADSL.
Em 2004, vem a Web 2.0: os sites passam a ser interativos, contando com a colaboração de quem quiser participar. Em 2007, a televisão se habilita a conectar na Internet, seguida, um ano depois, pela tecnologia 3G: conexão portátil, rápida e de alta qualidade em qualquer lugar. Agora, em 2011, a estrutura já tem novidades: surge o 4G e a fibra.
Hoje, com o fenômeno das redes sociais, a Internet se consolida em seu posto de destaque contínuo. Jornalismo, medicina, direito, artes. Tudo é relacionado à internet. As pessoas vêm se tornando dependentes de sua tecnologia, e não é para menos: o ser humano, faminto de informações, agora é capaz de ter acesso a tudo num piscar de olhos. Não há mais distâncias nem barreiras. Pode ser nisso então, que a internet se baseia: liberdade.
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