quinta-feira, 30 de junho de 2011

Infelizmente

Não conseguimos colocar os vídeos dos nossos programas de TV e Rádio no post. O programa necessário, QuickTime 7, precisa ser comprado. Aí vão os links:

Programa de TV http://cyberfam.pucrs.br:16080/labjormanha_2011_1/LabJor2011_1/TV_Grupo_3.html

Programa de Rádio - Grupo 3
http://cyberfam.pucrs.br:16080/labjormanha_2011_1/LabJor2011_1/Programas_de_Radio.html

Plenitude

Ao abrirmos a porta do estúdio, depois de esperarmos o término do programa do grupo anterior- e conversarmos um pouco com Duda Garbi, nosso convidado -, a inquietação que sentíamos se transformou em silêncio. Silêncio de seriedade. Silêncio que significava "chegou a hora". Nos organizamos, os participantes do primeiro bloco se colocaram em seus lugares - como já foi dito, o Leandro, a Dani, a Ju como âncora e a Lella realizaram a entrevista com o Duda nos primeiros dez minutos.

A entrevista fluiu perfeitamente, e o Duda ajudou muito nesse aspecto. Ele mesmo já havia passado pela mesma experiência, nos anos em que estudou na Famecos, então, fez questão de nos deixar tranquilos. A comunicação entre os que estavam por trás e por frente das câmeras tinha sido combinada previamente - avisaríamos nos cinco, três, dois e um minutos restantes. Desta vez, ao contrário do rádio, o tempo voou.

No segundo bloco, realizamos uma discussão acerca do tema "Entretenimento no Jornalismo" - eu, a Louise como âncora, o Ângelo, a Anna e o Marco. Mais uma vez, a fluência foi perfeita. Combinamos que usaríamos um tom informal, quase como uma conversa entre nós. E foi o que aconteceu. Apenas sentamos e conversamos e, quando vimos, o sinal dos cinco minutos já havia sido feito. E depois o dos três, dois e um.

O programa de tevê que tanto nos tirou o sono passou incrivelmente rápido e, com seu término, lembro da cena do abraço coletivo entre a parte feminina do grupo. Ao contrário do programa de rádio, que causou alívio ao terminar, o programa de tevê foi tranquilo - quando vi o sinal de um minuto, pensei "mas já??". Eu queria mais. Eu e meus nove colegas, meus parceiros de equipe.

Com certeza, nosso programa de televisão foi um reflexo do aprendizado que tivemos com os erros do programa de rádio. E, também, falar de um assunto sobre o qual estudamos foi bem mais fácil do que reproduzir notícias pegas de algum outro lugar. Nós criamos o programa por inteiro, desta vez. E, além disso, cada um sabia o que o outro iria falar. Desta vez, o coleguismo foi mais facilmente consolidado. E, assim como o programa, foi nosso por inteiro.



Nossos programas, tanto o de rádio como o de tevê, estarão disponíveis no blog em breve. Peço para que ouçam e assistam a eles com atenção - vocês não têm ideia do quanto eles significam para nós.

Questão de minutos

Escrito por Rafaela Johann, Luiza Coelho e Louise Bragado


Quais serão as pautas? E os entrevistados? Acho que devemos ter mais de uma opção. Tá, e quem vamos convidar afinal? Isso vemos depois. Os assuntos, os asssuntos. Ok. Opção a b c d. Então tá, decidido. O tema é entretenimento no Jornalismo, o convidado é o Duda Garbi. Quem? O do Kzuka, que faz o Jeiso do Pretinho. Ahh tá. Tem o número dele? O Fábian tem. Uhum, pega com ele. Vou tentar ligar pro Potter também. Ih, o Potter não pode, fica na rádio toda a manhã. Sim, mas era o Duda. Tá eu sei. Fala com a Bel, amiga da Dani. Ela fala com o Duda. Bom, quem vai fazer o debate? Lou, Anna, Lu, Ângelo e Marco. Âncora? Lou. Ok, fechado. Quem vai entrevistar o Duda? Lella, Ju, Leandro e Dani. Âncora? Ju. Fechou.

Eai Lou, já ligou pro Duda?. Ai guria, não estou conseguindo falar com ele. Ih, o que faremos? Calma, calma, to com esperança de que vai dar tudo certo.

Guria! Ele me atendeu, disse: "Não,não, sem problemas, eu vou certo". Ai, agora estou mais tranquila. Precisamos fazer as plaquinhas com o roteiro, vamos nos encontrar? Sim, todos no msn às 20h. Por favor, TODOS! Combinado, qualquer coisa trocamos e-mails.

Ok, gente, o que precisa ser feito? Vamos começar pelo quê? Vocês pesquisaram algo para o debate? As perguntas para a entrevista estão prontas? Qual será a música e o VT de abertura? Sim, certo, foco, pessoal. Debate para um lado, entrevista para o outro. Peraí, qual vai ser o nome do programa? - discussões, discussões, discussões.

8 da manhã: Bom dia, gente, prontos? Ai, tô nervosa! E o Duda? Vai chegar às 9h15min. Tá. Vamos lá receber ele às 9h10min. Chegou. Oi Duda, tudo certo? "Vamos lá pra dentro, aqui tá muito frio". O programa vai atrasar um pouquinho, vai começar só vinte pras dez. 9h35min. Vamos para o estúdio? Cadê a Ju? Ela que vai apresentar o primeiro bloco. Foi pegar a carteirinha. Tá, tudo bem. Entramos. Espera o outro grupo sair para abrir as portas. Tá, podemos ir. 9h41min. Vai começar.

O dilema da espera

Nas últimas aulas de Laboratório de Jornalismo, fomos apresentados ao módulo televisão, também nosso último do semestre. Na semana seguinte, ficamos incubidos da missão-desafio: criar um programa de televisão, que seria relizado no dia 30 - sim, hoje mesmo.

Com o mesmo grupo de rádio, o programa será dividido em dois blocos. No primeiro, contaremos com a presença de um convidado. No segundo, iremos debater sobre um tema. Para isso, resolvemos que nosso programa terá como tema o "Entretenimento no Jornalismo", e, como convidado, Duda Garbi - o Jeiso da rádio Atlântida. Aliás, ele está para chegar a qualquer minuto.

Mais uma vez, ficamos com o horário das 9:30 da manhã e, enquanto a hora não chega, temos a possibilidade de assistir ao programa dos outros grupos. Mais uma vez, a espera é torturante. Afinal, desta vez, além de nos ouvir, as pessoas poderão nos ver.

O bom é que já tivemos experiência de trabalho com esta mesma equipe e, por isso, a comunicação se torna mais fácil. Se isso diminui o nervosismo? Não muito. As já conhecidas borboletas estão empolvorosas. Mas a ordem para o programa de hoje é "coleguismo" - como a Louise disse. Então, está tudo ok - nada de pânico, por favor. O Duda chegou, está tudo certo. O coração está a mil, mas está tudo certo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Submersão - Impressão pessoal por Luiza Coelho

É difícil explicar uma sensação sem usar metáforas. Antes mesmo de fazermos o primeiro exercício para rádio, lembro de ter falado aos colegas: "É como tirar um band-aid, tem que fechar os olhos e puxar forte para não doer". E, de fato, não doeu nada. Na verdade, depois do programa, a sensação foi de realização - um tanto atrapalhada, mas ainda assim realização.

No início dá aquele nervosismo, sim. Quando o Fábian diz a fatídica frase - "o próximo grupo pode ir" -, dá um frio na barriga enorme. Esperar os minutos finais do grupo anterior é torturante, porque o tempo não passa. E, na medida em que - lentamente - ele passa, o frio na barriga cresce. E de repente está na nossa hora.

Ao apresentar a carteirinha e abrir aquela porta para entrar no estúdio, a sensação é de estar na beira de um penhasco, pronta para mergulhar na água que está lá longe, lá embaixo. E foi o que fizemos, o grupo todo - saltamos e mergulhamos. Sabíamos que a falta de oxigênio de um comprometeria toda a expedição do grupo. E por isso nadamos - todos juntos.

Acontece que, por sermos mergulhadores um tanto quanto inexperientes, devíamos ficar em águas sem grande profundidade. Por segurança, o chão devia estar sempre ao alcance de nossos pés, mesmo com a cabeça na superfície. O grupo, sem perceber, nadou até o fundo e, ao levantar, o chão havia sumido - houve, sim, um breve momento de desespero quando nosso roteiro chegou ao fim e ainda restavam 15 minutos de programa.

O escorregão foi necessário, pensei depois do programa - os erros, com certeza, têm tudo para serem corrigidos durante nossa trajetória no jornalismo. O trabalho em equipe e a administração do nosso momento de "crise", acho eu, foram exemplares. Não estávamos lá pela nota. Não estávamos lá individualmente. O combinado era que um auxiliasse o outro da melhor maneira possível - e foi o que aconteceu.

A ansiedade que se transformou em nervosismo, antes do programa, se tornou em algo como "quero ir de novo - e de novo, de novo, de novo, de novo". Mas, da próxima vez, arriscando um pouquinho mais. Sei que tem muito oceano para ser explorado por aí. Um mergulho num naufrágio, quem sabe?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Analogia - Impressão Pessoal por Louise Bragado

Enquanto você está nas cochias, esperando o sinal de ok, a sensação é diferente. É um tipo de nervosismo saudável. Você entra no palco, ainda com as luzes apagadas, e enquanto aguarda, no escuro, a música começar, a sua consciência está totalmente concentrada no linóleo, um tipo de tapete colocado em cima do piso de madeira, para evitar escorregões. A música inicia e toda aquela consciência flui para o seu corpo, e os movimentos começam. De repente, você não é mais nada, nem consciência, nem movimentos. Você perde a noção do tempo, de corpo, do mundo. O seu corpo faz tudo por si só. De uma forma que você talvez não ousasse fazer, se estivesse com a mente a mil, pensando na maneira, no jeito, no detalhe de como fazer.

Você só se dá conta do tempo cronológico, do corpo, da platéia, do mundo ao seu redor, quando a música para de tocar. Você conta até três e sai discretamente do palco, enquanto os dançarinos da próxima coreografia já estão entrando. Você só se dá conta do que fez ou deixou de fazer quando está nos camarins, que ficam no subsolo do teatro.

A sensação, no entanto, é impagável, inefável, maravilhosamente boa. Um tipo de trabalho que te proporciona prazer do início ao fim. É uma meditação consciente, uma abstração do momento. Um pulo no êxtase, um gostinho da eternidade.

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Quando eu dançava numa companhia, há uns dois anos atrás, a sensação de me apresentar era exatamente essa. Você tinha três minutos para mostrar o que fora ensaiado em nove meses. E eram os três melhores minutos. Hoje pela manhã, tive vinte melhores minutos. O rádio me deu a mesma alegria, a mesma satisfação, o mesmo entusiasmo. Impossível não comparar as duas coisas. A dança sempre foi uma atividade que amei, justamente por toda essa loucura consciente que acontecia no palco. Hoje na rádio a sensação foi muito parecida. Quero bis!

Experiência pessoal - Rádio: desafiador e apaixonante

Os obstáculos foram muitos, porém o mais difícil é explicar a sensação que senti antes de entrar no estúdio. Nem nervosa e muito menos tranquila, talvez anciosa.


Passamos por internet, jornal impresso e agora o rádio. Fazer um programa de rádio se diferencia muito das outras experiências. Os ouvintes podem pensar que a voz é o principal instrumento do radiojornalismo, mas acrescento inúmeras outras características: calma, concentração, paciência e o poder de saber improvisar.

A minha matéria não era extensa, o assunto era polêmico, a marcha da maconha realizada em Porto Alegre. Li e reli a notícia variadas vezes antes do momento oficial, tentei corrigir meus erros enquanto lia alto e claramente o texto. Na "hora H" só fluiu, não consigo recordar o que eu errei ou até mesmo o que eu acertei.


O rádio me encantou e me surpreendeu, minha expectativa não era grande, normalmente as pessoas não valorizam como deveriam o radiojornalismo, experiência própria. Esta pequena atividade de 20 minutos serviu para eu conhecer os encantos do módulo rádio. Transmitir na voz o que não podemos mostrar com imagens não é fácil.

Posso dizer que o rádio é apaixonante e desafiador e, inclusive, fez surgir novas idéias para continuarmos vivendo essa experiência dia a dia.

20 minutos

                                                                 escrito por Louise Bragado, Luiza Coelho e Rafaela Johann
“Faltam três minutos”, anunciou o Fábian. Não dava mais tempo de mudar nada. Quem leu o post anterior sabe que o nome do programa, “Em cima da hora”, não foi escolhido por acaso. O Ângelo e o Marco ainda estavam arrumando as últimas informações da editoria de Esporte. A Ju tinha esquecido a carteirinha; tudo bem, pega a identidade. A Anna achou que ainda faltavam quinze minutos. Não, eram só três. Então tá, vamos.
Quando chegamos ao estúdio, o ambiente pareceu modificar-se. Alguns probleminhas iniciais ocorreram. A música que tínhamos escolhido não estava tocando, e não podíamos testar outras, porque ia ser ouvido na rádio. Enfim, eram 9h e 29min e a musica rolou.
09h e 30 min – Pellanda: “Está na hora.”
O Leandro botou a música, a Louise e o Ângelo foram os âncoras. Se apresentaram e deram início aos anúncios das manchetes...
A editoria mundo falou sobre o tornado dos EUA, em Joplin. Sendo as primeiras a se apresentar, a Lu e a Anna estavam nervosas, mas deu tudo certo.
Política foi o segundo assunto a ser abordado. Louise Bragado falou de Antônio Palocci, tema que gera grande polêmica no momento.
A marcha da maconha também foi um dos assuntos debatidos. Rafaela Johann noticiou a caminhada que ocorreu neste domingo, em Porto Alegre, pela legalização da droga. Leandro Duarte complementou com comentários referentes ao protesto em São Paulo.
A cultura deu destaque para um grande evento que ocorrerá em setembro no Brasil: Rock in Rio. A sequência de shows que durará quatro dias é a promessa do ano de 2011.
Por último, mas não menos importante, o esporte foi apresentado por Ângelo Passos e Marco Santana. Os guris falaram do atraso das reformas nos estádios brasileiros para a Copa de 2014.
Pois é... Conforme o nosso roteiro, o programa já tinha acabado, porém tinham passado apenas 5 minutos! O pavor começou a bater, todos apreensivos com a sobra de tempo, 15 minutos é muito diante do nervosismo que o rádio te causa. A improvisação foi a nossa salvação. Instintivamente, Louise abriu o Google, a fim de encontrar notícias que fossem coerentes e que pudessem preencher nosso espaço. Falou da previsão do tempo para o final de semana, da lista dos livros mais vendidos da revista Veja – na qual achou um livro que, graças a Deus, já havia lido.
O tempo parecia não passar, se arrastava lentamente e precisávamos de soluções. Marco e Ângelo, então, começaram uma espécie de bate-papo sobre futebol.
Os assuntos, então, começaram a surgir da espontaneidade de cada um. Comentamos estreias do final de semana, aniversário de diretores, voltamos ao Esporte, retornamos a editoria Mundo e a Lu comentou sobre o vulcão na Islândia. Eram 09h e 48min e todos se olharam, comunicando-se silenciosamente que já podia acabar. Todos se apresentaram e o programa terminou. A adrenalina, no entanto, não passou tão cedo.

''Em cima da hora'' MESMO

escrito por Louise Bragado, Luiza Coelho e Rafaela Johann
Conforme Ricardo Noblat, em seu livro ''A arte de fazer um jornal diário'', jornalista gosta de fazer tudo pra ontem. Deixa sempre para o último minuto. Não foi diferente em nosso primeiro programa de rádio. 
No dia 19 de maio, em nossa aula de Laboratório de Jornalismo, recebemos a missão de planejar e apresentar um programa de rádio para a Rádio Fam. Com apenas uma semana para nos organizarmos, a correria foi intensa: noites mal dormidas, intervalos perdidos e muita improvisação. 
O grupo formado - Louise Bragado, Luiza Coelho, Rafaela Johann, Ângelo Passos, Juliana Forner, Marco Santana, Daniele Souza, Leandro Duarte e Anna Lyra - interpretou verdadeiros jornalistas, encarando o módulo rádio. Buscamos as notícias mais comentadas da semana, porém a grande quantidade nos deixou apreensivos. Separados por editorias, ficamos responsáveis por escrever um texto complexo em conteúdo, mas de compreensão simples.
Por estarmos um tanto sobrecarregados nesta semana, o encontro do grupo só foi possível ontem à noite na PUC e, depois, o fechamento do roteiro, via msn. Hoje pela manhã, a agitação foi grande. Os ajustes finais foram decididos quando estávamos em frente aos microfones e com o coração palpitando. Você deve estar pensando: ''um programa de rádio não precisa de um nome?''. Claro que sim - Em cima da hora. Literalmente.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

"Sigam o rastro do dinheiro" - Caso Watergate

O Jornalismo pode mudar a História. Pode fazer acontecimentos saírem das sombras, dar reviravoltas no tempo e nas ideias - desde que não haja limitação. Um jornalista que desiste facilmente não consegue muita coisa. É preciso, como ouvimos na maioria das aulas, "desconfiar e apurar, apurar, apurar". Assim mesmo: exaustivamente.

A magnitude do poder do jornalismo bem feito foi evidenciada em 1974, quando o então presidente republicano dos Estados Unidos, Richard Nixon, renunciou ao cargo. O motivo? Dois repórteres do jornal Washington Post iniciaram uma investigação, em 72, sobre a invasão de cinco homens à sede do Comitê Nacional Democrata, no Complexo Watergate. Robert Woodward e Carl Bernstein não tinham noção de onde sua curiosidade iria os levar: à descoberta de um caso de corrupção no comitê de reeleição do presidente Nixon. O escândalo ficou conhecido como o Caso Watergate.

Em junho de 1972, o Washington Post publicou pela primeira vez a notícia do assalto ao edifício Watergate, na capital dos Estados Unidos. O crime foi o seguinte: cinco homens foram detidos, durante a campanha eleitoral, tentando instalar aparelhos de escuta e fotografar documentos no escritório do Partido Democrata. Fazendo telefonemas e associando nomes ao caso, Bob Woodward e Carl Bernstein investigaram o escândalo durante meses - uma fonte anônima, conhecida apenas pelo modo como o jornal se referia a ela, "Garganta Profunda", lhes dava informações secretas, como a de que o presidente Richard Nixon estava ciente das ações ilegais.

Watergate deixou de ser caso de política para ser policial. Incansáveis, os repórteres procuraram por respostas. Estabeleceram ligações entre a Casa Branca e o caso e interrogaram pessoas que trabalhavam nos setores envolvidos, até que tivessem fontes o suficientes para provar que estavam certos. E estavam. Após ter o sistema de corrupção e espionagem denunciado, Nixon afirmou que não renunciaria. Mas renunciou, em agosto de 74.

A façanha de Woodward e Bernstein virou livro e história de cinema. "Todos os homens do Presidente" foi escrito por eles - adaptado às telonas com a direção de Alan J. Pakula e excelente atuação de Robert Redfort e Dustin Hoffman, lançado em 1976. No Oscar de 77, foi nomeado a oito estatuetas de ouro.

O filme é uma grande lição de jornalismo investigativo. E, não por acaso, assistimos a ele na aula de hoje. Todos os aspirantes e admiradores da profissão devem fazer o mesmo. É envolvente, intrigante. A frase que mais pensei - e ouvi - hoje, quando o filme acabou, foi: "quero ser como eles".


Curiosidade: a identidade de Garganta Profunda, até então secreta, foi revelada em 2005 - Mark Felt, vice-diretor do FBI na época, afirmou sê-lo. Dava pistas aos repórteres por estar revoltado com a falta de ética do presidente. A pista mais importante de todas? "Sigam o rastro do dinheiro". Felt sabia que as cédulas de dólar que financiaram o arrombamento do edifício Watergate podiam ser reconhecidas pelo número de série. O dinheiro tinha sido doado à campanha eleitoral de Richard Nixon.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Enquete: você doaria seus orgãos?

Segue o vídeo da editoria de geral feito na aula de LabJor. Pessoas foram questionadas com seguinte questão: você doaria seus orgãos? Confira abaixo o resultado!


Retrocesso desnecessário

Muito se fala, muito se reclama, mas nada se faz. Preciso expressar a reação que o Supremo Tribunal Federal causa em mim diante do tamanho retrocesso: a não obrigatoriedade do diploma jornalístico.

Estando apenas no primeiro semestre do curso de jornalismo, já não consigo compreender como autoridades são a favor da não obrigatoriedade do diploma do curso. Em dois meses já se acumulam as noites mal dormidas, a correria para um trabalho, a felicidade da superação, as amizades feitas, a troca de ideias com professores experientes, a satisfação de ver seu nome em uma matéria... Enfim, a vivência do jornalista.

Na faculdade se aprende o real significado de ser profissional. A cada dia um novo conhecimento, a cada dia surge uma nova paixão dentro da atividade. Estamos juntos aos verdadeiros profissionais do jornalismo, estes, que como nós, aspirantes da profissão, têm a consciência dos estragos que podem ser causados com pessoas descomprometidas e despreparadas dentro de uma redação.

O jornalismo, mesmo que com exceções, sempre foi um instrumento da democracia. Democracia esta que se inviabiliza a partir do momento em que a formação é desvalorizada.

É importante ressaltar que o curso de jornalismo está cada vez mais concorrido nas universidades, existem mais candidatos inscritos do que o número de vagas oferecidas. Isso prova que os futuros jornalistas estão conscientes da necessidade e importância da formação para o exercício da profissão. Além do mais, quando escolhi o jornalismo como profissão já sabia disso tudo. Entrei nessa e tenho esperanças que o bom senso há de prevalecer no país.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Ossos do ofício"

Nossa vida anda corrida, como a Louise disse no post anterior. A faculdade de Jornalismo não é fácil – mas nunca nos disseram que fosse. Temos vários livros para ler e trabalhos a fazer. A cada novo projeto, a velha pergunta: “será que eu vou conseguir fazer isso?” – ou seja, nossa capacidade é colocada à prova por ninguém mais, nem menos, que nós mesmas.


Para as editorias de Laboratório de Jornalismo, a Rafaela e eu pegamos “geral” – sim, muito amplo. Podíamos falar de praticamente qualquer coisa que nos interessasse. Em nosso plano da editoria, tínhamos os seguintes itens, junto com as outras meninas: transporte público, histórias de vida, moradores de rua e Theatro São Pedro. Para nós, ficaria o transporte público. Acabamos, então, mudando o rumo de nossa matéria para algo mais atraente: a Copa do Mundo de 2014.


Uma vez com o tema escolhido, mãos à obra: conseguimos o telefone da SECOPA – Secretaria Municipal Extraordinária para a Copa – e tentamos uma, duas, três, dez vezes. Quando finalmente nos atenderam, deram o número do Assessor Técnico Aírton Shuch. “Perfeito”, pensamos, “já temos com quem fazer a entrevista”. Após enviar um e-mail ao assessor para solicitar a entrevista, nos encarregamos de formular perguntas e delimitar nossos objetivos. No entanto, nossa resposta demorou a chegar.


Tínhamos que levar a matéria quase pronta na quinta-feira, então desistimos da entrevista. Mas quarta, ao meio dia, recebi uma mensagem da Rafa, dizendo que havia ligado mais uma vez para a SECOPA e que o assessor poderia nos receber. Como ela trabalha e eu moro perto, anotei o endereço, peguei um táxi e fui – nervosa, ansiosa. Aírton Shuch, por sua vez, fez questão de fazer eu me sentir em casa na sala de reunião da secretaria. Simpático, começou a falar antes mesmo de eu fazer a primeira das perguntas formuladas. “Sabe o que falta para a Copa?”, ele me perguntou. Envergonhada, disse que não sabia. “Comunicação. Faltam vocês, comunicadores. O pessoal lá de cima não tem investido nisso”.


Saí de lá com o livro do planejamento da Copa, que Shuch emprestou, e com um sorriso permanente. A tão esperada “primeira entrevista” foi mais do que gratificante e as ideias para o texto fervilhavam em minha cabeça. Só faltava escrever. Abri o material que a Rafa tinha me mandado e foi isso que eu fiz. Digitei até o dedo doer – ops, esqueci que tínhamos um limite de caracteres. Então cortei. Até onde foi possível.


Depois de todo o trabalho, preocupações e sono acumulado, foi muito bom ver nosso nome naquela folha. Inesquecível. Hoje, fizemos os últimos ajustes e até um conteúdo digital: escolhemos, com todas as meninas da editoria, um dos temas para sair pelo campus e fazer uma enquete com as pessoas. Algumas receptivas, outras não. Abordagens, perguntas, vídeo editado – tudo certo. Sensação de dever cumprido. E a conclusão a que chegamos é esta: estamos no caminho certo. Esse preview da vida de um jornalista que temos a cada aula é a prova disso. O jornalismo está, desde o dia primeiro de março, se concretizando em nossas vidas – além de estar tomando conta delas.

Experiência

Hoje vou deixar a objetividade um pouco de lado e usar a palavra proibida: eu. O pecado, contudo, tem um propósito que o justifica muito bem: contar nossa experiência pessoal ao “fabricarmos” nosso primeiro jornal. Durante a aula de Laboratório de hoje, finalizamos nossas pautas em cada Editoria. Acredito que, para a maioria dos futuros jornalistas ali presentes, era a primeira experiência real de uma matéria escrita integralmente por nós mesmos.
Como em qualquer trabalho que envolve seres humanos, dificuldades são essenciais. Fazem parte do processo, provocam agonia se atrapalham; por outro lado, geram alegria e entusiasmo quando superadas. Possivelmente, o maior empecilho foi o agendamento de entrevistas, pois nem sempre o entrevistado está disponível ou cumpre as expectativas por nós esperadas. Mais uma vez, destaco: é o trabalho com seres humanos.
Mas aí é que bom, certo?! Se não, estaríamos na aula de Cálculo I, inventando contas exageradas na tentativa de fazer loucuras com números. Os seres humanos já são loucos por natureza, não precisam de incremento.
Muito paradoxalmente, adotei a editoria Economia. Eu sabia que posso muito bem fazer cultura, esporte, política, mas, pessoalmente, Economia é uma “coisa” que não entendo. Mesmo. Acho que só este ano compreendi o real conceito de inflação, e mesmo em alguns debates que assisto sobre o tema preciso ficar atenta para manter o raciocínio aliado aos economistas. Sério, coisa complicada.
Minha matéria é sobre o impacto das tragédias naturais, tais como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas na economia dos países, mais precisamente o Japão, palco do último terremoto de grande impacto mundial este ano. Felizmente, a inflação não me escolheu. Deixei essa bruxa pro meu colega Gabriel Paim. Por enquanto.
Da experiência tirei muitos aprendizados, entre eles o de trabalhar em equipe, o de escrever “jornalisticamente”, e o de contribuir de alguma forma para a sociedade. Não é isso que queremos ao informar notícias importantes para os indivíduos que vivem em comunidade conosco?!
Destaco um orgulho apenas: o de ver o seu nome grafado no alto da página ou da matéria, dando credibilidade ao que foi escrito e transpassando tudo o que não está impresso no texto, mas que é a substância da sua matéria: sua obstinação em conseguir dados, marcar entrevistas, aperfeiçoar o texto, cortar idéias irrelevantes, fazer com que fique BOM. Fazer com que o seu trabalho, além do seu nome, leve também a sua competência como profissional de Jornalismo. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pedido de desculpas esfarrapadas

Estudantes de Jornalismo vivem de dilemas. Respiram dilemas, transpiram dilemas. Essa é a minha opinião. O quê? Opinião? Não, não pode. Tem que ser imparcial. A primeira das questões começa aí. O debate pode durar a eternidade. Ninguém chegou à uma conclusão sólida, pois tão subjetiva quanto a imparcialidade é a discussão sobre o tema. Estudantes de Jornalismo escutam de alguns professores que é possível ser imparcial, e de outros que é impossível.
Estudantes de Jornalismo aprendem a escrever. Jornalisticamente falando. É cobrado deles precisão, coesão, objetividade, simplicidade. O mais direto possível, por favor. Sujeito verbo e predicado é a ordem correta. No entanto, também lhes é cobrado criatividade. No título e no lide, principalmente, para chamar a atenção do leitor. Mas, se não tem o dom para a “coisa”, melhor colocar um título direto mesmo. Tipo: “Osama está morto”, para contar que o maior terrorista procurado pelos Estados Unidos foi morto.
Falando em dom. Estudantes de Jornalismo escutam que “tem que ter um dom” para escrever. Mas que dá para aprender. Tá. Então, estudantes de Jornalismo aprendem a desenvolver seu dom natural. Será? Não sei.
Não sabe? Que horror! Aspirantes a jornalistas não podem não saber. Se não sabem, devem apurar, apurar, apurar. E, depois da apuração, cruzar as fontes. Para não cair no risco de saber o que não é verdade.
Putz! E a verdade? Estudantes de Jornalismo correm atrás dela sabendo que ela não existe. “O jornalismo é a melhor versão possível da verdade”.  Ok, isso me conforta um pouco.



Então, esse é um pedido de desculpas que eu faço, em nome das três, por não termos publicado tanto no blog no mês de abril. Um pedido de desculpas argumentado pelos dilemas acima. Estamos buscando a verdade inalcançável, ao mesmo tempo em que resolvemos certos dilemas, encucamos com outros tantos, assistimos três ou quatro jornais diferentes por dia, lemos mais dois, nos informamos sobre tudo e mais um pouco, tentamos formar nossas opiniões e simultaneamente manter a cabeça aberta, e tudo isso, acompanhado da nossa vida. Afinal, não somos Jornalismo. Temos um cotidiano que envolve a esfera pessoal, econômica, familiar, religiosa e cultural, e não somente a profissional.
Não estamos certas ao esquecer um pouco do nosso cantinho “ExpressoPauta”. Este é apenas um pedido de desculpas justificadas que vem acompanhado da promessa de postar mais. Foi mal, leitores. Um beijo enorme.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia do Jornalista: o operário das palavras

Jornalismo: profissão exercida pelo jornalista. Assim é como os dicionários definem a profissão. Porém, a atividade jornalística supera descrições de dicionários. Jornalismo se faz por amor e com responsabilidade. O jornalista é aquele que trabalha para levar informação à sociedade, informação a qual muda a cada minuto, a cada segundo...

Profissional multimídia, produz interpretação da realidade, indução de intenções, vontades, comportamentos e valores. A tarefa do jornalista está cada vez mais inclusa na vida das pessoas. Uma notícia pode mudar a concepção de um fato.

Todo dia é dia do jornalismo, do jornalista. São horas e horas infiltrados em uma redação, escrevendo, editando, atendendo telefone, tirando fotos, reescrevendo... Sempre a procura de inovações pensando nos leitores. Quando entregam a matéria pronta é hora de recomeçar a pensar nas pautas do dia seguinte. A profissão exige tanto responsabilidade quanto paixão pela atividade.

A defesa da regulamentação da profissão é uma luta constante. Futuros e atuais jornalistas não devem desistir da obrigatoriedade do diploma, mesmo que, sabemos que veículos de credibilidade não valorizarão pessoas sem a experiência de um curso graduado.

Sem o jornalismo não há o jornalista, e sem o jornalista não há liberdade de expressão. Como dizia Voltaire, filosofo francês, “Posso não concordar com suas palavras, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las.”

No dia 7 de abril, devemos comemorar junto aos profissionais, é graças a eles que recebemos a informação correta o tempo todo. Por trás de uma notícia de um jornal existe muito esforço, suor, dedicação, e, acima de tudo, paixão.

Parabéns aos atuais e aos futuros operários das palavras, aos reis da comunicação. Jornalismo é uma tarefa para quem quer e não para quem pode!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estávamos devendo...















Está aí a foto do trio que escreve no blog!
Da esquerda para direita: Louise Bragado, Rafaela Johann e Luiza Coelho.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jornal impresso: eis a questão

       A discussão acerca deste tópico é grande, e foi abordada na nossa última aula de "LabJor", no dia 31 de março.
Infelizmente, sou suspeita para falar sobre o tema. Pessoalmente, é um grande prazer para mim entrar em uma livraria – em seu ambiente físico – e olhar os livros. Passar a mão nas capas, sentir a textura, ler as sinopses, conhecer o autor, dar aquela folheada básica. Comprando ou não, é bom “namorar” os livros. Do mesmo modo, também cultivo esse sentimento por jornais e revistas. Não há item de decoração mais “gostoso” numa sala do que um jornal em cima da mesa.
No entanto, atualmente, os jornais impressos estão diminuindo gradativamente suas tiragens. A que se deve este fato? O jornalista Ricardo Noblat, que em 2004 criou o “Blog do Noblat”, em seu livro “A arte de fazer um jornal diário”, nos traz o seguinte dado: entre março de 2001 e março de 2002, os 15 maiores jornais brasileiros, responsáveis por 74% do volume total de exemplares vendidos no país, diminuíram sua circulação em 12%, deixando de vender exatos 346.376 exemplares.
Noblat aponta diferentes explicações para este fenômeno. Ele afirma que jornalistas e donos de grandes jornais sabem cada vez menos o que seus públicos querem de fato ler. Entre as queixas mais comuns dos leitores estão o cardápio de assuntos oferecido pelos jornais, os quais acredita o autor, estão mais de acordo com os jornalistas do que com as pessoas que lêem o jornal. Existem também reclamações a respeito da aparência dos jornais, relativas a problemas com tintas que mancham as mãos, páginas que se soltam quando manipuladas e, ainda, insatisfações com o formato e o tamanho dos jornais.
Outro fator determinante para a diminuição da circulação de jornais impressos é o uso da Internet como meio de obtenção de informações e entretenimento. A Associação Americana de Jornais entrevistou, nos dois primeiros meses de 2000, 4003 adultos. Setenta e cinco por cento dos entrevistados de 18 a 24 anos disseram que a Internet “mexe” com a imaginação deles, e somente 45% disseram o mesmo em relação a jornais. A pesquisa revelou que a utilização da internet como fonte de notícias aumentou, nos Estados Unidos, em 127% entre 1997 e 2000. No mesmo período, o consumo de impressos diminuiu quase 12%.
Atualmente, passados onze anos desde a pesquisa citada por Noblat, é de se esperar que o quadro tenha apenas aumentado em relação aos resultados obtidos, ou seja, a situação vai ficando cada vez “pior” para os jornais impressos, ao passo que a procura de notícias utilizando a Web como ferramenta aumenta significamente a cada dia.
Sem dúvida, há muitas questões a serem discutidas a respeito do tema. A utilização e preservação de jornais impressos perpassam por diversas esferas, entre elas a econômica, a ambiental, cultural e até mesmo a filosófica. Os seres humanos, em geral, são avessos a mudanças. Estão sempre buscando estabilidade, seja ela financeira familiar ou afetiva, e, apesar destas serem importantes na manutenção da felicidade, algumas vezes a busca incessante por essa imobilidade encobre o lado bom da mudança.
 Confesso que, como jornalista, gosto do papel em si. Mas papel custa dinheiro, custa árvores, custa a defesa do planeta onde vivemos. Antes de ser jornalista, sou humana, consciente o bastante para saber que abrir mão do simples prazer de folhear um jornal pode contribuir para o desenvolvimento sustentável desta grande casa da qual todos fazemos parte. Para finalizar, gostaria de descrever algumas palavras que ouvi e que explicam bem o sentimento de todo jornalista em relação à esta questão: “Não temos que ficar preocupados se vai haver jornal impresso ou não. Não somos vendedores de jornal, somos produtores de conteúdo.”

quinta-feira, 31 de março de 2011

Interior dominará capital

É comum encontrarmos moradores do interior pelas ruas de Porto Alegre. Mais comum ainda, são os estudantes de fora serem maioria nas universidades e cursos pré – vestibulares.

Em busca de um ensino melhor e um mercado de trabalho maior, muitos adolescentes vêm morar na capital, sem contar os benefícios que a cidade oferece em relação a uma cidade do interior. Festas, parques, restaurantes... A geração moderna busca alternativas para sair da monotonia, coisa que é mais difícil em cidades pequenas.

No tempo de nossos avós, eram raríssimas as pessoas que saiam de sua cidade natal afim de uma vida melhor em capitais do Brasil, até porque, tudo era mais rígido e os pais não aceitavam seus filhos longe de casa. Hoje, muitos até apóiam, querem que seus filhos conquistem um futuro melhor e busquem sua felicidade independentemente do lugar. Claro, ainda existem aqueles que são contra, que querem seu filhote perto do ninho.

Dividir apartamento, comer em RU’s, arrumar a casa... Isso tudo é rotina para os “estrangeiros” em Porto Alegre. Mas, com certeza tem o lado positivo: morar longe dos pais e ser independente. É um aprendizado para eles, uma experiência de vida sem igual.

Louise Carpenedo, estudante de publicidade e propaganda da Famecos, é natural de Santa Rosa. A adolescente já passou por diversos lugares durante seus 19 anos, e diz que Porto Alegre só perde para o exterior: – “Já morei em Santa Catarina, fiz intercambio nos EUA, mas adoro Porto Alegre”. Louise passou um ano no exterior, veio para a capital em 2009 para fazer cursinho pré-vestibular, depois de meio ano se mudou para Florianópolis. A estudante não gostou da capital catarinense e resolveu voltar ao estado gaúcho, - “Aqui tem mais oportunidades, mais opções de lazer e as pessoas são mais receptivas, sem contar que tem o lado bom de morar sozinha”.

Assim como a estudante de publicidade, há muitos por aí, daqui uns anos os novatos vão dominar a grande Porto Alegre.

Quatro experiências: jornalismo de risco

No dia 30 de manhã, nós, alunos da Famecos, tivemos a oportunidade de ouvir relatos de experiência em jornalismo de risco, em um bate-papo que teve a presença de Rodrigo Lopes, Luiz Antônio Araujo, Humberto Trezzi e Daniel Scola. Eles foram enviados especiais da RBS para locais em conflito, como a Líbia, Afeganistão e o Egito, e locais que foram palco de tragédias, como o Chile e o Japão. Como pudemos ver, eles não foram parar lá por acaso – mas sim porque têm bons históricos como jornalistas, criaram boas reputações e, sobretudo, mostraram qualificação suficiente.


Cada repórter falou, por aproximadamente 20 minutos cada, dos obstáculos que tiveram no caminho: dificuldade de comunicação, não só via internet ou telefone com o Brasil – maneira com que mandavam suas informações diárias, quando possível – mas também com os moradores dos cenários de conflito e devastação, devido a barreiras lingüísticas; as situações de risco; acidentes e até a falta de comida.

Daniel Scola disse ser importante desmitificar a imagem que se tem do correspondente internacional. “As pessoas acham que a vida do enviado especial é só glamour, mas não é nada disso. Não tem caviar nem champagne”, brinca. Ele, que cobriu o terremoto no Chile em 2010 e o tsunami no Japão neste ano, relatou que teve que contar com a solidariedade de uma família chilena pra ter onde ficar e que a comida era escassa. “A essa hora o jornalista já nem sente fome. Só pensa nas histórias que tem pra contar, na notícia”. Ele também destacou a importância do jornalista multimídia, afirmando que "o jornalista não tem de se preocupar em uma área específica. Jornalista de hoje tem que estar pronto pra tudo. É multimídia".

O editor de cultura da Zero hora, Luiz Antônio Araujo, enviado ao Afeganistão, Líbia e Egito, contou como foi a hora em que viu, pela televisão, o ataque terrorista de 11 de setembro. “Eu vi as torres caindo e decidi que eu precisava estar lá, para cobrir aqueles acontecimentos. E fui. Cheguei bem a tempo de ver a resposta norte-americana”, lembra. Ele também exalta as funções de um bom jornalista, dizendo que “a oportunidade de presenciar um acontecimento histórico e poder relatá-lo de maneira equilibrada e sem ideologias declaradas é a melhor parte de nossa profissão". "Quando nos dissociarmos das grandes reportagens, não seremos mais jornalistas", ainda salienta. Ele foi agredido, teve o equipamento roubado e protagonizou uma “cena até meio teatral” no Egito, conta. Porém, como ele mesmo nos disse: "a alma do jornalismo é contar histórias".


Rodrigo Lopes cobriu os recentes acontecimentos na Líbia e nos mostrou fotos e vídeos dos bastidores de suas reportagens por lá. Ele teve que lidar com muitas dificuldades, dentre elas, a falta de comunicação. “Em 12 dias, eu troquei de hotel umas 5 vezes, porque precisava da conexão com a internet para mandar as informações ao Brasil”, conta. Por estar com problemas de saúde, ele teve que desistir da cobertura. “Foi a decisão mais difícil da minha vida. Mas seria, julgo eu, irresponsabilidade continuar”.

Para substituí-lo, Humberto Trezzi foi enviado à Líbia. Inicialmente, conseguiu comunicação com o Brasil com um celular brasileiro, “acho que Kadafi não tinha cortado as ligações internacionais ainda”, diz ele. Porém, depois de alguns dias, as ligações foram cortadas, assim como a internet. "Para quem precisa transmitir matérias diárias, ficar sem internet é um terror", afirma ele. Foi, então, de hotel a hotel em busca de conexão com o Brasil, “encontrei um hotel e, ao falar com o gerente, descobri que neste tinha conexão via satélite. Eu não precisava nem de cama, só da internet”, brinca. Enviava, assim, suas informações por Skype, maneira pela qual também conversava com a família. Trezzi esteve no front dos conflitos líbios, “para quem não sabe, front é a linha de frente. É onde tudo acontece”, explica. Esteve muito próximo do perigo – próximo demais. Um bombardeio das tropas a favor de Kadafi contra os rebeldes o fez, com outros jornalistas em uma van, sofrer um acidente. Com o olho ferido, escreveu as notícias e as ditou para uma digitadora do jornal Zero Hora. Depois, teve que voltar.

Foi fascinante para nós ouvir o que aqueles quatro excelentes jornalistas tinham a dizer, suas histórias e relatos de viagens, bem como conselhos para nosso futuro profissional. É muito importante conversarmos com quem tem experiência, ainda mais neste assunto que tanto nos interessa. Já sabemos por eles: temos que estar sempre prontos. Ainda bem que temos a Famecos para nos preparar – para qualquer coisa que aparecer em nosso caminho.


Quer saber mais? Entra lá: http://eusoufamecos.puc.br/

terça-feira, 29 de março de 2011

Internet

Durante nossa aula de “LabJor” do dia 24 de março, conversamos a respeito do tema Internet. O ponto de partida para as nossas discussões foram os textos de diferentes profissionais, reunidos no E-book “Para entender a Internet”, organizado por Juliano Spyer.
Aproveitando o termo “E-book”, entremos na questão. Em nossas aulas de Laboratório de Jornalismo estudamos a história da internet, dos primórdios a mais moderna tecnologia na rede.  Assuntos como a escassez do jornal impresso foram bastante discutidos. 
 Muitos se perguntam se o mundo digital substituirá os meios de comunicação atuais, como jornais e revistas. A internet se tornou fundamental na vida da “geração y”, que se desenvolveu em uma época de grandes avanços tecnológicos. Não podemos ignorar a possibilidade de que o mundo virtual será o meio de comunicação com maior número de adeptos, sendo capaz de substituir jornais e revistas impressas em um futuro próximo.
Nós, pertencentes da geração y e, ainda, futuros comunicadores, precisamos acompanhar a modernidade. É correto falar que a Internet apresenta uma convergência de mídias. No computador já é possível assistir televisão, ouvir rádio, ler jornal e livros... Enfim, as mídias tradicionais com a interatividade do mundo digital.
Outro item interessante sobre o qual trocamos ideias é o “wuffie” – o capital social. Para explicar, poderíamos entendê-lo como um tipo de “reputação”. Tomando o twitter como exemplo, se poderia pensar que o capital social é medido pelo número de seguidores que se tem. Na realidade, o vínculo estabelecido com essas pessoas significa mais para o capital social do que a quantidade delas em seu perfil.
Este fenômeno – o wuffie – ocorre também com as bandas. Como se sabe, com o advento da Internet, todos podem “baixar” músicas gratuitamente. Num primeiro momento, acreditou-se que isso seria prejudicial ao artista. Apesar de ainda abrangente, tal visão já foi reformulada por muitos músicos. Alguns deles inclusive produzem seus álbuns e os jogam na rede para que os fãs tenham acesso às faixas gratuitamente.
É neste ponto que entra o wuffie. Pessoalmente, cremos que estamos caminhando em direção a um lugar onde a cooperação (olha aí o co-working!) e o compartilhamento do que se produz vale muito mais do que o lucro que se pode ganhar. Dinheiro é sim relevante, e o capital social pode gerar-nos faturamento, mas este adquire mais importância que o capital financeiro, pelo qual, há alguns anos, a maioria dos seres humanos ativos profissionalmente era obcecado.
Outra questão que gerou polêmica foi acerca das Redes Sociais. Nós, iniciantes na atividade jornalística, nos perguntamos se elas não podem prejudicar a profissão, pelo fato de que qualquer pessoa poder repassar informações, em qualquer lugar e em qualquer momento, afirmando ainda mais a não obrigatoriedade do diploma.
O trio, criador do blog, acredita que as redes sociais só têm a nos acarretar mercado, e mais conhecimento a cada minuto. O twitter, por exemplo, auto-afirma que os jornalistas precisam, cada vez mais, de precisão, qualidade e responsabilidade com suas notícias, assim se diferenciando dos internautas “repassadores” de informações.
Internet: Um pouco de história

Rádio, jornal impresso, televisão. O que vem conquistando espaço entre todos os públicos, de maneira espantosamente rápida, é a internet. Nela, milhões de pessoas no mundo todo são capazes de se encontrar em um só lugar. Então não é de espantar que seja usada a expressão “conectar-se”.

Criada em 1969, aproximadamente, mas com técnicas em constante evolução, a Internet era usada a partir de aparelhos, denominados Mainframes. A famosa marca Apple só surgiu em 1971, seguida dez anos depois pelo IBM PC, e, em 84, pela Mac. Internet – ao contrário do que se pensa –, é diferente de Web. Internet é o todo. A Web, criada em 1993 por Tim Berners Lee, é só parte dos serviços ou, como a tradução literal, é uma rede, ou seja: um sistema de navegações. A partir disso, e somando boas perspectivas quanto às novidades, serviços começaram a surgir. Em 1994, entraram em cena grandes empresas de aplicativos, como Amazon, Yahoo e Netscape.

Agora, entrando em nosso ramo de interesse, os jornais passaram a ser disponíveis na rede a partir de 1995, junto com a estrutura do modem discado. O rádio vem no ano seguinte, 96, mesmo ano em que começaram a criar celulares com aplicativos para conexão em internet. Dois anos depois, surge o cabo de conexão e o Cyberfam, o primeiro estágio de jornalismo online do Brasil – aqui na Famecos. Já dando exemplos de como na Internet tudo acontece muito rápido, em 99 surge o WiFi e a tevê vai parar na rede, gerando, em 2000, o que é chamado de “Convergência”: todos os meios de comunicação estão na Internet. Quanto à estrutura, ainda em 2000, surge a ADSL.

Em 2004, vem a Web 2.0: os sites passam a ser interativos, contando com a colaboração de quem quiser participar. Em 2007, a televisão se habilita a conectar na Internet, seguida, um ano depois, pela tecnologia 3G: conexão portátil, rápida e de alta qualidade em qualquer lugar. Agora, em 2011, a estrutura já tem novidades: surge o 4G e a fibra.

Hoje, com o fenômeno das redes sociais, a Internet se consolida em seu posto de destaque contínuo. Jornalismo, medicina, direito, artes. Tudo é relacionado à internet. As pessoas vêm se tornando dependentes de sua tecnologia, e não é para menos: o ser humano, faminto de informações, agora é capaz de ter acesso a tudo num piscar de olhos. Não há mais distâncias nem barreiras. Pode ser nisso então, que a internet se baseia: liberdade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Apresentação

   Olá!
Somos alunas do 1º semestre de Jornalismo da Famecos, PUCRS. ''Estrangeiras'' na capital, que, por acaso, formaram o trio autor deste blog.


Rafaela Johann, tem 18 anos, veio de Lajeado. Ariana, amante do jornalismo, escolheu o curso por adorar o meio da comunicação e admirar muito o trabalho dos profissionais da àrea. Mora em Porto Alegre a um ano, longe dos pais, cursou o pré-vestibular Universitário. Em 2011, entrou na faculdade de comunicação da PUCRS, Famecos, e a cada dia que passa está mais certa de que escolheu a profissão e o curso que lhe darão mais satisfação e prazer. Entre seus hobbies, está assistir a um bom filme, ler a um bom livro e escutar a uma boa música, também, está sempre pronta para festas em boas companhias. Acredita que sua extrema curiosidade e a paixão pela escrita lhe farão uma ótima profissional no mercado.


Louise Bragado, 17 anos, é uma libriana de Caxias do Sul que busca seu lugar nesse mundo de tantos. Entre as suas atividades preferidas, está a de conversar em cafés. Capuccinos, expressos e frozens são, frequentemente, espectadores fiéis de seus diálogos com aqueles que também amam as palavras. Tanto a falada quanto a escrita. Por esse mesmo motivo, e por achar que o Jornalismo é a ferramenta com a qual influenciará a sociedade, optou pelo curso. Tem grandes projetos na mente e pretende ter força e tempo de alcançar todos eles.


Luiza Coelho, 17 anos, veio de São Lourenço do Sul. É aquariana, apaixonada por música, futebol, cinema e - desde o início do ensino médio -, por jornalismo. Saiu de casa com 14 anos para morar em Pelotas com as irmãs e cursar o colegial. A vontade de fazer a diferença, percorrer o mundo e conhecer o novo a trouxeram a Porto Alegre. O amor pela companhia do papel, da caneta e das palavras - além da de pessoas - a levaram ao Jornalismo. Até agora, acredita estar no lugar certo.