Estudantes de Jornalismo vivem de dilemas. Respiram dilemas, transpiram dilemas. Essa é a minha opinião. O quê? Opinião? Não, não pode. Tem que ser imparcial. A primeira das questões começa aí. O debate pode durar a eternidade. Ninguém chegou à uma conclusão sólida, pois tão subjetiva quanto a imparcialidade é a discussão sobre o tema. Estudantes de Jornalismo escutam de alguns professores que é possível ser imparcial, e de outros que é impossível.
Estudantes de Jornalismo aprendem a escrever. Jornalisticamente falando. É cobrado deles precisão, coesão, objetividade, simplicidade. O mais direto possível, por favor. Sujeito verbo e predicado é a ordem correta. No entanto, também lhes é cobrado criatividade. No título e no lide, principalmente, para chamar a atenção do leitor. Mas, se não tem o dom para a “coisa”, melhor colocar um título direto mesmo. Tipo: “Osama está morto”, para contar que o maior terrorista procurado pelos Estados Unidos foi morto.
Falando em dom. Estudantes de Jornalismo escutam que “tem que ter um dom” para escrever. Mas que dá para aprender. Tá. Então, estudantes de Jornalismo aprendem a desenvolver seu dom natural. Será? Não sei.
Não sabe? Que horror! Aspirantes a jornalistas não podem não saber. Se não sabem, devem apurar, apurar, apurar. E, depois da apuração, cruzar as fontes. Para não cair no risco de saber o que não é verdade.
Putz! E a verdade? Estudantes de Jornalismo correm atrás dela sabendo que ela não existe. “O jornalismo é a melhor versão possível da verdade”. Ok, isso me conforta um pouco.
Então, esse é um pedido de desculpas que eu faço, em nome das três, por não termos publicado tanto no blog no mês de abril. Um pedido de desculpas argumentado pelos dilemas acima. Estamos buscando a verdade inalcançável, ao mesmo tempo em que resolvemos certos dilemas, encucamos com outros tantos, assistimos três ou quatro jornais diferentes por dia, lemos mais dois, nos informamos sobre tudo e mais um pouco, tentamos formar nossas opiniões e simultaneamente manter a cabeça aberta, e tudo isso, acompanhado da nossa vida. Afinal, não somos Jornalismo. Temos um cotidiano que envolve a esfera pessoal, econômica, familiar, religiosa e cultural, e não somente a profissional.
Não estamos certas ao esquecer um pouco do nosso cantinho “ExpressoPauta”. Este é apenas um pedido de desculpas justificadas que vem acompanhado da promessa de postar mais. Foi mal, leitores. Um beijo enorme.
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