Hoje vou deixar a objetividade um pouco de lado e usar a palavra proibida: eu. O pecado, contudo, tem um propósito que o justifica muito bem: contar nossa experiência pessoal ao “fabricarmos” nosso primeiro jornal. Durante a aula de Laboratório de hoje, finalizamos nossas pautas em cada Editoria. Acredito que, para a maioria dos futuros jornalistas ali presentes, era a primeira experiência real de uma matéria escrita integralmente por nós mesmos.
Como em qualquer trabalho que envolve seres humanos, dificuldades são essenciais. Fazem parte do processo, provocam agonia se atrapalham; por outro lado, geram alegria e entusiasmo quando superadas. Possivelmente, o maior empecilho foi o agendamento de entrevistas, pois nem sempre o entrevistado está disponível ou cumpre as expectativas por nós esperadas. Mais uma vez, destaco: é o trabalho com seres humanos.
Mas aí é que bom, certo?! Se não, estaríamos na aula de Cálculo I, inventando contas exageradas na tentativa de fazer loucuras com números. Os seres humanos já são loucos por natureza, não precisam de incremento.
Muito paradoxalmente, adotei a editoria Economia. Eu sabia que posso muito bem fazer cultura, esporte, política, mas, pessoalmente, Economia é uma “coisa” que não entendo. Mesmo. Acho que só este ano compreendi o real conceito de inflação, e mesmo em alguns debates que assisto sobre o tema preciso ficar atenta para manter o raciocínio aliado aos economistas. Sério, coisa complicada.
Minha matéria é sobre o impacto das tragédias naturais, tais como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas na economia dos países, mais precisamente o Japão, palco do último terremoto de grande impacto mundial este ano. Felizmente, a inflação não me escolheu. Deixei essa bruxa pro meu colega Gabriel Paim. Por enquanto.
Da experiência tirei muitos aprendizados, entre eles o de trabalhar em equipe, o de escrever “jornalisticamente”, e o de contribuir de alguma forma para a sociedade. Não é isso que queremos ao informar notícias importantes para os indivíduos que vivem em comunidade conosco?!
Destaco um orgulho apenas: o de ver o seu nome grafado no alto da página ou da matéria, dando credibilidade ao que foi escrito e transpassando tudo o que não está impresso no texto, mas que é a substância da sua matéria: sua obstinação em conseguir dados, marcar entrevistas, aperfeiçoar o texto, cortar idéias irrelevantes, fazer com que fique BOM. Fazer com que o seu trabalho, além do seu nome, leve também a sua competência como profissional de Jornalismo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário