terça-feira, 10 de maio de 2011

Retrocesso desnecessário

Muito se fala, muito se reclama, mas nada se faz. Preciso expressar a reação que o Supremo Tribunal Federal causa em mim diante do tamanho retrocesso: a não obrigatoriedade do diploma jornalístico.

Estando apenas no primeiro semestre do curso de jornalismo, já não consigo compreender como autoridades são a favor da não obrigatoriedade do diploma do curso. Em dois meses já se acumulam as noites mal dormidas, a correria para um trabalho, a felicidade da superação, as amizades feitas, a troca de ideias com professores experientes, a satisfação de ver seu nome em uma matéria... Enfim, a vivência do jornalista.

Na faculdade se aprende o real significado de ser profissional. A cada dia um novo conhecimento, a cada dia surge uma nova paixão dentro da atividade. Estamos juntos aos verdadeiros profissionais do jornalismo, estes, que como nós, aspirantes da profissão, têm a consciência dos estragos que podem ser causados com pessoas descomprometidas e despreparadas dentro de uma redação.

O jornalismo, mesmo que com exceções, sempre foi um instrumento da democracia. Democracia esta que se inviabiliza a partir do momento em que a formação é desvalorizada.

É importante ressaltar que o curso de jornalismo está cada vez mais concorrido nas universidades, existem mais candidatos inscritos do que o número de vagas oferecidas. Isso prova que os futuros jornalistas estão conscientes da necessidade e importância da formação para o exercício da profissão. Além do mais, quando escolhi o jornalismo como profissão já sabia disso tudo. Entrei nessa e tenho esperanças que o bom senso há de prevalecer no país.

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